Morning Gallo #0407: Futuros em NY avançam em dia marcado por falas de "Fed Boys"

Morning Call by Allure Capital - Mercado Financeiro, Política, Geopolítica, História e Economia

19-01-2024 • 23 min

A sexta-feira encerrou de forma mista para as principais bolsas asiáticas, enquanto os futuros em Wall Street avançam, assim como as principais bolsas na Europa, que estão a terminar uma semana tumultuada com uma nota positiva, com o índice de referência regional a subir pelo segundo dia após uma liquidação desencadeada pela diminuição das esperanças de cortes antecipados nas taxas de juro.

As ações ligadas ao setor de tecnologia na Ásia avançaram amplamente, à medida que os ganhos das empresas de semicondutores levaram o indicador Ásia-Pacífico da MSCI a subir pelo segundo dia. A TSMC saltou mais de 6% em Taiwan depois que seus ADR´S (American Depository Receipts) subiram quase 10%, fechando no nível mais alto desde fevereiro de 2022.

A TSMC, principal fornecedora de chips para Apple Inc. e Nvidia Corp., vê um retorno ao crescimento sólido neste trimestre, à medida que avança com planos para fábricas no Japão, Arizona e Alemanha em meio ao crescimento alimentado pelo boom no desenvolvimento de inteligência artificial.

Ainda assim, os investidores ficarão atentos aos representantes do Federal Reserve hoje para obterem mais pistas sobre o momento e a extensão dos cortes nas taxas este ano. O mercado financeiro vê a perspectiva de um corte nas taxas em março como um “cara ou coroa” , abaixo dos quase 80% de probabilidade de corte, no final da semana passada.

O presidente do Fed Bank de Atlanta, Raphael Bostic, instou os legisladores a agirem com cautela, dados os impactos potenciais de eventos imprevisíveis, desde eleições até conflitos globais. Seu homólogo da Filadélfia, Patrick Harker, disse esperar que a inflação continue diminuindo em direção à meta.

Por aqui, o IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado Federal afirmou que o déficit primário do governo central (que reúne governo federal, Banco Central e Previdência Social) foi de R$ 233,3 bilhões em 2023. Ao excluir os efeitos não recorrentes, como o pagamento de precatórios, o rombo foi de R$ 134 bilhões.

Em 2022, o governo central registrou superavit primário de R$ 59,74 bilhões. Ou seja, o resultado primário piorou em R$ 293 bilhões (ao considerar o deficit convencional de R$ 233,3 bilhões).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não cumpriu a meta de ter um deficit de 1% do PIB (Produto Interno Bruto). Tanto o rombo convencional de R$ 233,3 bilhões (2,1% do PIB) quanto o recorrente de R$ 134 bilhões (1,2% do PIB) ficaram acima do estimado.

Como justificativa, ele disse que foi preciso pagar aos Estados que perderam arrecadação em 2022 por causa da redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis.


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