Morning Gallo #0436: Futuros em Wall Street operam em baixa antes de nova leitura da inflação nos EUA

Morning Call by Allure Capital - Mercado Financeiro, Política, Geopolítica, História e Economia

22-12-2023 • 20 min

As principais bolsas asiáticas encerraram a semana de forma mista, com as ações europeias e os futuros em Wall Street operando em queda, antes da divulgação de um indicador de inflação dos EUA que pode ajudar a moldar as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

As ações de tecnologia lideraram as perdas no índice Stoxx Europe 600 depois que a China anunciou novas restrições aos jogos online.

O índice básico de preços de despesas de consumo pessoal dos EUA deve cair para 3,3% em novembro, de 3,5% no mês anterior, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg. Isso pode reforçar as expectativas de cortes nas taxas do Fed no próximo ano, depois que dados divulgados na quinta-feira sugeriram que a economia dos EUA está esfriando.

Os traders de swaps estão precificando cerca de 150 pontos-base de cortes do Fed no próximo ano, o dobro do que o banco central sinalizou, já que o crescimento do PIB dos EUA foi revisado para baixo na quinta-feira, para uma leitura anualizada de 4,9% no terceiro trimestre. Os dados de consumo pessoal também foram mais fracos do que os economistas previam.

Os rendimentos do Tesouro americano e o dólar permaneceram estáveis. O petróleo prolongou o seu maior ganho semanal em dois meses, à medida que os transportadores estão evitando o Mar Vermelho em meio a ameaças de ataques crescentes.

Por aqui, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) anunciou nesta 5ª feira (21) que os juros do rotativo do cartão de crédito serão limitados a um valor equivalente a 100% da dívida. Por exemplo, se o débito for de R$ 100, o valor corrigido com as taxas não pode passar de R$ 200.

A decisão foi do CMN (Conselho Monetário Nacional). O órgão é formado pelos ministérios da Fazenda, do Orçamento e Planejamento e pelo Banco Central.

Em outubro, a taxa média do rotativo do cartão estava em 431,6% ao ano. Já o juro parcelado do cartão estava em 195,6% ao ano. Na prática, a limitação ao valor da dívida vai diminuir o faturamento das instituições financeiras.  As mudanças começam a valer para dívidas adquiridas a partir de 3 de janeiro de 2024. A cobrança de IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) ficou de fora desse cálculo.


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