Peças Raras - 24h em sintonia com você

Peças Raras

O podcast Peças Raras foi criado em 2006 pelo professor e radialista Marcelo Abud. Áudios que contam a história do rádio e entrevistas com comunicadores são a base dos episódios. Aqui, vamos publicar alguns conteúdos que valem ser lembrados. Siga na sintonia! read less
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#290 Interferência: Hebe, a estrela que brilha!
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#290 Interferência: Hebe, a estrela que brilha!
Mais uma edição do Interferência, quadro que reconstituía programas de rádio que não existem mais. Este é de 6 de outubro de 2012. Naquele sábado, no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, homenageamos Hebe Camargo e relembramos da fase da artista no rádio. Ouça o quadro, que relembra o programa Gente que Brilha, tradicional no rádio dos anos 50. Na sequência, de quebra, curta também o quadro Caçadores da Música Perdida, conduzido por Antonio Mier, que também se dedicou à fase em que Hebe era mais cantora do que apresentadora. Hebe Camargo se foi junto com um tempo em que eram comuns “amigos, tardes e petecas”. Recentemente, em texto sobre a telenovela no Brasil, o ator Lima Duarte escreveu sobre os amigos que se encontravam à tarde, no pátio da Rádio Tupi, no Sumaré em São Paulo. Corria o ano de 1948. Ele, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues, Walter Forster, Heitor Andrade, Dionísio Azevedo, Ribeiro Filho e Osni Silva costumavam se reunir para jogar peteca, entre uma produção e outra, em um tempo em que o radioteatro era ao vivo e envolvia grandes elencos.Mas a brincadeira da turma foi interrompida, diante do anúncio da construção da primeira emissora de TV da América Latina naquele terreno. Hebe estava no lugar certo, na hora certa. Não apenas como coadjuvante. Em 1949, ela integra o grupo que vai ao Porto de Santos buscar os equipamentos que tornariam possível a primeira transmissão de TV. No dia da inauguração, em 18 de setembro de 1950, no entanto, ela – que cantaria o Hino da Televisão – prefere acompanhar seu namorado em outro evento e é substituída por aquela que se torna sua melhor amiga, Lolita Rodrigues.Mas Hebe queria mesmo é ser cantora e, já em 1943, com apenas 14 anos de idade, acompanha o pai, que vem a São Paulo integrar a Orquestra da Rádio Difusora. A estreia oficial, no entanto, acontece em 1944, quando imita Carmem Miranda no tradicional programa Clube do Papai Noel, atração que abria espaço para crianças demonstrarem seus talentos. Daí pra frente, forma o quarteto Dó-Ré-Mi-Fá e, em seguida, com a irmã Stella Monteiro, cria a dupla caipira Rosalinda e Florisbela. Ficaria consagrada como a estrelinha do samba e, mais tarde, como “a estrela de São Paulo”. Em paralelo à carreira de apresentadora, nunca deixou de cantar.Uma história que começou a quase 70 anos. Durante todo esse tempo, Hebe não saiu de cena e brilhou no rádio e na TV até virar uma estrela verdadeira na manhã do último sábado, 29 de setembro. Para homenagear a rainha da TV brasileira, vamos interferir na programação do rádio dos anos 50 e trazer de volta a magia das rainhas da música daquele tempo. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
Especial: Videoclipe de ‘O Futuro que me Alcance’ vence m-v-f- awards 2023!
02-02-2024
Especial: Videoclipe de ‘O Futuro que me Alcance’ vence m-v-f- awards 2023!
Criação de Nat Grego para música de Reynaldo Bessa é escolhida pelo júri como ‘Melhor Animação Nacional’ Na noite desta terça, dia 30 de janeiro, o Cine Joia, na região central de São Paulo, foi palco da entrega da 11ª edição do Music Video Festival Awards, segmento competitivo do m-v-f- que reconhece e premia anualmente os melhores videoclipes e vídeos musicais nacionais e internacionais. A edição que elegeu os vencedores de 2023 contou com 26 categorias de premiação, sendo 4 delas definidas pelo voto do público. As demais escolhas foram feitas pelo júri especial. O videoclipe criado pela ilustradora Nat Grego para a faixa que dá título ao mais recente álbum do cantor e compositor Reynaldo Bessa, “O Futuro que me Alcance”, foi o premiado na categoria “melhor videoclipe de animação”, em que são levados em conta a técnica e a criatividade. Nesta edição, o júri técnico foi composto por Baloji, músico e diretor congolês, Targa Sahyoun, vice-presidente da Capitol Records, Fátima Pissarra, CEO da Mynd, Nídia Aranha, diretora criativa, Novíssimo Edgar, artista e diretor, além dos diretores de videoclipes Denis Cisma, Cris Streciwik, Remi D’Aguiar e Fernando Nogari. O videoclipe de “O Futuro que me Alcance” concorreu com outras 5 animações e pode ser conferido neste link. A ANIMAÇÃO O clipe de “O Futuro que me Alcance” foi lançado em 15 de janeiro de 2023 e traz a confluência poética entre o olhar de Nat e os acordes de Bessa. O entrosamento entre as ideias do poeta e a “fazedora de objetos poéticos”, como se autodefine Grego, é visível desde os primeiros acordes e imagens. “Sinto que o eu-lírico que Bessa criou está numa viagem dentro dele mesmo e foi essa experiência poético-existencial que tentei elaborar na animação. Ao interpretar a música, notei que surgiram mais perguntas do que respostas, e essa imprecisão também faz parte do clipe. A multiplicidade de identidades e a impermanência diante do tempo é uma das muitas questões do ser humano, e enquanto eu criava o clipe meditei muito sobre isso”, comenta Nat Grego. A animação foi feita numa técnica mista, com desenho tradicional e digital. O processo foi intenso: durante 6 meses a artista trabalhou na criação do roteiro, imagens, esboços e no storyboard do clipe. “Quando tudo estava mais encaminhado, comecei a animar e esse processo todo durou cerca de um ano e meio para que chegássemos no resultado que temos hoje”, completa. A composição transita entre o curso do que está por vir e o passado que habita em nós. Entre “aquilo e isso”, há a lacuna do tempo no presente. A verve poética de Bessa alcança o ápice em ideias que flutuam pela letra como “Vou na popa, vou de costas para a proa”. “É a forma poética que encontrei para representar a tentativa de lutar contra o inevitável futuro em que estamos mergulhados e a possibilidade que temos de mudar a rota durante o curso”, explica o artista potiguar. Natural de Mossoró, Bessa mora em São Paulo e tem colhido resultados com sua música e livros. Ficha Técnica O Futuro que me alcance (Reynaldo Bessa) Música: Voz e violão: Reynaldo Bessa Guitarras: Carlos Gadelha Baixo/sinth: Demétrius Carvalho Bateria: Marcos Maia Arranjo, gravação, mixagem e masterização: Caio Torrezan Produção Executiva: Andre Minnassian Videoclipe: Direção, animação e ilustração: Nat Grego Produção: Marcelo Abud --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#287 #HOJEPOD: Os Três Elementos e Turma do Banhado
23-12-2023
#287 #HOJEPOD: Os Três Elementos e Turma do Banhado
Nesta última edição da temporada, eu converso com Marcelo Duarte sobre dois destaques: o podcast de ciência Os Três Elementos (com participação de Carlos Ruas) e os episódios de Natal do infantil Turma do Banhado.   Os Três Elementos, um podcast de ciência!  Desde agosto, Os Três Elementos reúne um trio de mentes curiosas: Carlos Ruas, Emilio Garcia e Pirulla.     Carlos Ruas, com sua veia humorística e talento artístico, traz uma abordagem única aos conceitos científicos, tornando a ciência acessível a todas as pessoas, sem deixar de lado o entretenimento.   Emilio Garcia, um biólogo apaixonado por conhecimento e experimentos, está sempre em busca das mais intrigantes descobertas científicas, compartilhando histórias que desafiam nossa compreensão do mundo.   Pirulla, especialista em paleontologia, mergulha nas complexidades da natureza e dos fenômenos naturais, promovendo uma visão mais profunda sobre os mistérios da vida.   Juntos, os três elementos exploram os mais variados temas científicos e conversam com especialistas, pesquisadores e amigos, enriquecendo ainda mais essa jornada pelo conhecimento.   Produzido nos estúdios da TocaCast.   O episódio de apresentação foi publicado em 31de julho e tem 40 minutos! Os demais variam de 1h a 5h40min  Temas: Neurociência, Religião, vacinas, mudanças climáticas...    Imagina Só – Histórias para Crianças: Turma do Banhado Imagina Só é um podcast que traz histórias em áudio com objetivo de tirar as crianças da frente das telas e criar um ambiente acolhedor para ser compartilhado entre elas e adultos, sobretudo na hora de dormir.  As historinhas têm produção de alta qualidade, em estúdio, com vozes e efeitos sonoros que estimulam a imaginação.  É um podcast pensado para ser ouvido por crianças de 4 a 7 anos. Os criadores defendem que “a escuta ativa, sem estímulo visual, desenvolve a capacidade de foco, concentração e combate a ansiedade”    O Imagina Só conta com: produções originais, releitura de clássicos, biografias (Tarsila do Amaral e Thomas Edison, por exemplo) e temas do folclore (como Saci e Curupira)   O destaque desta conversa são os episódios de Natal com a Turma do Banhado. Publicados no final de dezembro, desde 2021, os episódios podem ser encontrados nas buscas do Google ou diretamente no Spotify. Basta pesquisar por Turma do Banhado / Natal (são os episódios 8 e 11 da Turma do Banhado).    Com duração média de 15 minutos, a Turma do Banhado é composta por animais da fauna brasileira que vivem neste tipo de região, formado por um ambiente úmido e com diversidade de fauna e flora...   A Turma do Banhado tem a Capivara Ani, a Garça Graça, o Tuco-tuco chamado Tuco , o Sapo Oswaldo, o Marreco Genésio e o Ratão Rodolfo. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#281 Interferência: Ary Silva, pioneiro nos esportes
07-12-2023
#281 Interferência: Ary Silva, pioneiro nos esportes
No início de julho de 2012, às vésperas dos Jogos Olímpicos em Londres, Interferência coloca a Bola ao Ar e dá voz a uma Crônica à Torcida Amiga, marca registrada do saudoso Ary Silva. Quem foi Ary Silva? Em 21 de junho de 1917 nasce Ary Silva, um jornalista responsável por grandes feitos para a crônica e para o esporte brasileiros. Antes de ficar conhecido pelas tradicionais Crônicas à Torcida Amiga, Ary teve uma trajetória repleta de pioneirismos. Em 1936, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, toma conhecimento de que a Philips recruta vendedores de rádio. Tenta, mas não obtém êxito na empreitada. No entanto, por sugestão do gerente de vendas, Nelson de Lorenzi, atleta do salto de vara, busca a sorte como repórter esportivo. Diante do Prof. Roberto Haddock Lobo, então chefe de esportes do Diário de São Paulo, antigo órgão dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, consegue a primeira oportunidade. Com apenas 19 anos, é efetivado como repórter esportivo, em 1º de outubro de 1936, com um salário de 200 mil réis, um bom montante, equivalente a mais de 70.000 reais nos dias de hoje. Dá novos saltos na crônica esportiva com conquistas importantes. Ainda em 36, participa da cobertura dos jogos olímpicos de Berlim e dos primeiros jogos abertos do interior. Em 37, entra na luta como fundador do Sindicato dos Jornalistas; Em 38, cobre a concentração da seleção brasileira de futebol para a copa do mundo da França. Em 39, a convite de Otávio Gabus Mendes, forma o Departamento de Esportes da Rádio Bandeirantes. É quando dá o pontapé inicial para a trajetória das coberturas da emissora com o Bola ao Ar. Na mesma época, inova ao criar o primeiro programa esportivo feminino do rádio brasileiro: Eva no Esporte. Ary escreve crônicas como se fosse uma mulher falando de esportes e conta com a leitura e interpretação das radioatrizes da emissora. Uma delas: Maria Estela Barros.Em 1941, funda a ACEESP – Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Fica na Bandeirantes até 1947. Em 51, torna-se o primeiro comentarista da TV Brasileira, ao lado de Aurélio Campos, na Tupi. Em 58, a convite de Paulo Machado de Carvalho, integra a comissão que elabora o plano para a conquista da nossa primeira copa do mundo, na Suécia. Tinha orgulho de ter participado da fundação do jornal A Gazeta da Zona Norte, em 63, onde manteve uma coluna com o slogan dos tempos da Rádio Bandeirantes: “Torcida Amiga, bom dia”, até abril de 2001, quando morre em São Paulo. Foto do destaque: Ary Silva na Rádio Tupi, em 1954 (Acervo Gazeta da Zona Norte) --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#279 #HOJEPOD: Série Toda Luz que não Podemos Ver + Podcast Fighting for Ukraine
25-11-2023
#279 #HOJEPOD: Série Toda Luz que não Podemos Ver + Podcast Fighting for Ukraine
Esta edição do #HOJEPOD foge ao padrão tradicional. Não consigo resistir à indicação de uma série do Netflix. O nome é Toda Luz que não Podemos Ver. São 4 episódios, de cerca de 50 minutos. A série conta como o rádio foi usado de forma mágica durante a resistência francesa ao Nazismo. O mesmo meio de comunicação que nos anos 30 havia sido utilizado como arma de guerra pelo regime de Hitler, aqui é mostrado como uma forma de comunicar esperança em meio ao desespero e à destruição. Ambientada em 1944, mas com flashbacks que servem como respiro para as cenas de atrocidades de um cenário em guerra, "Toda Luz que não podemos Ver" tem uma jovem cega, chamada Marie, como personagem principal. Mas há ainda destaque para um soldado alemão, chamado Werner, que cresceu em um orfanato e que é um gênio na construção de aparelhos de rádio. Os destinos de ambos se encontram porque a missão do jovem na França invadida pelos nazistas é localizar transmissões de rádio clandestinas. E aí vem toda a magia da série. Sem dar spoilers, apenas digo que é muito forte por causa da temática, mas também muito poética. O rádio é o que mantém a sintonia entre os jovens que estão de lados diferentes do conflito. Eles ainda têm em comum o fato de terem crescido ouvindo um professor que os inspirou para toda a vida. Esse professor havia sido soldado na primeira guerra e, depois, passou a se dedicar a transmitir a luz por meio do rádio. Na frequência 1310, ele falava de fatos, razão e literatura. E a frase que costuma usar é de que A LUZ MAIS IMPORTANTE NO MUNDO É TODA LUZ QUE NÃO PODEMOS VER. A série pode trazer vários paralelos entre o que se vivia há 80 anos na França e o que estamos acompanhando hoje num mundo em que os conflitos têm como único objetivo eliminar o que é diferente. Também dá para fazer alguma sintonia entre o uso do rádio como arma de guerra para o bem ou para o mal, assim como hoje as redes sociais desempenham ambos os papeis. E daí veio o questionamento, se na era do rádio houve muitas participações desse meio de comunicação em várias partes do mundo, com mensagens cifradas, por exemplo, como o podcast tem sido usado nas guerras de hoje em dia? Um que tem se destacado é o Fighting for Ukraine (Brigando pela Ucrânia). Ele é produzido e apresentado pelo podcaster e soldado voluntário pelo exército da Ucrânia, o jornalista de rádio Yuriy Matsarsky. Apesar de jovem, é um jornalista que já trabalhou em várias coberturas de guerras. Agora, ele tem transmitido diariamente um podcast com episódios curtos, apresentado diretamente do cenário do conflito entre Rússia e Ucrânia. O podcast é narrado em inglês, mas um ponto bem bacana é que tem a transcrição. Com ela, é possível a gente usar, por exemplo, o Google Tradutor e entender o conteúdo. Também já existem alguns programas de Inteligência Artificial – o Spotify está começando a utilizar, mas não ainda no Brasil – que traduzem simultaneamente, ou melhor, dublam para outras línguas. Isso vai elevar os podcasts para um outro patamar, sem dúvida. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#278 Interferência: Os Brotos Comandam, com Luiz Aguiar
23-11-2023
#278 Interferência: Os Brotos Comandam, com Luiz Aguiar
A televisão surge no Brasil em 18 de setembro de 1950. No entanto, até meados daquela década, o rádio ainda se mantinha em destaque. Para antecipar a chegada dos aparelhos de TV às casas brasileiras, a partir de 1955, sob o comando do então diretor artístico Henrique Lobo, a Rádio Bandeirantes inova. Logo, torna-se a primeira emissora a se preocupar com o rádio feito em estúdio, com destaque para a música e muita criatividade. Os comunicadores Enzo de Almeida Passos, Henrique Lobo, Walter Silva garantem a liderança na audiência. Os programas abrem espaço para a música variada e a MPB. Mas faltava a presença do rock. Em 61, essa lacuna é preenchida pelo programa “Os Brotos Comandam”. Inicialmente, a atração é apresentada por Carlos Imperial no Rio e por Sérgio Galvão, em São Paulo. Em 64, Galvão passa para o núcleo de novelas da TV Tupi. O comando dos brotos passa a ser de Luiz Aguiar, que antes fazia parte do scratch do rádio. Nesta fase, ganha ainda mais destaque na programação e fica no ar até 1970. Com o bordão “Oi turma!”, Luiz Aguiar abria todos os programas que conduzia. O comunicador, que atualmente mora em Ribeirão Preto, foi locutor esportivo e repórter de campo no “scratch do rádio”. Em 1964, Sérgio Galvão, que apresentava Os Brotos Comandam, vai para a Rádio Tupi. Aguiar passa no teste e o substitui, mantendo a atração no ar até 1970. Inicialmente, era o “lado B” da emissora, já que se propunha a tocar discos e entrevistar artistas de estilos musicais ainda incipientes: o rock e a jovem guarda. Logo, ganha destaque e se torna a referência dos fins de tarde com quadros diferenciados e criativos. Um deles trazia duas versões de uma mesma composição; o outro, um desafio entre o ouvinte e os discotecários da rádio. À época, Fausto Macedo era o chefe do setor e Nilton Miranda, o braço direito dele. Em Desafio à Discoteca, Luiz Aguiar dava um minuto para ambos colocarem no ar a música pedida pelo público, por telefone. Neste Interferência, de junho de 2012, você confere a participação de Luiz Aguiar relembrando momentos marcantes do programa e, na sequência, a reconstituição do Desafio à Discoteca, ao vivo, no estúdio, com os apresentadores do antigo “Você é Curioso?” Marcelo Duarte e Silvânia Alves. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#277 Interferência: Instantâneos no Ar, de José Medina
22-11-2023
#277 Interferência: Instantâneos no Ar, de José Medina
O nome de José Medina está ligado à fotografia, ao rádio e também como um dos pioneiros do cinema em São Paulo. O diretor começa a realizar filmes ainda na era do cinema mudo, em 1919. No entanto, dois incêndios em estúdios que trabalhou fazem com que quase todas as suas obras para a telona se percam. Outra decepção que Medina tem com a sétima arte é a censura do primeiro filme sonoro produzido por ele. “O Canto da Raça” foi proibido durante o Estado Novo, a ditadura de Getúlio Vargas. A partir desse momento, mais precisamente no final da década de 30, prevalecem a paixão pela fotografia e a alternativa oferecida pelo rádio para comunicar suas ideias. Em 1939, José Medina funda o Foto-Cine Clube Bandeirante. Ao receber materiais fotográficos para teste, passa a utilizar os mais diferentes suportes na revelação e ampliação de fotos.  A convite de outro profissional ligado ao cinema e ao rádio, Otávio Gabus Mendes, que chega à Bandeirantes em 1938, a paixão pela fotografia leva Medina a criar um programa de rádio inusitado: o INSTANTÂNEOS NO AR. A atração conta com a participação do filho Fabiano Medina Netto e passa a orientar os ouvintes, apresentar as novidades, organizar saídas fotográficas com o público e promover concursos.   Entre os destaques do programa INSTANTÂNEOS NO AR estavam os comentários feitos por fotógrafos profissionais a partir de fotos enviadas por ouvintes. Com isso, o público conta com dicas de câmeras, lentes e outros aspectos que pudessem aprimorar a arte de registrar imagens. Na rádio Bandeirantes, Medina também escreve, dirige e produz uma centena de  radioteatros. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#276 #HOJEPOD: Mussum, o Podcastis
11-11-2023
#276 #HOJEPOD: Mussum, o Podcastis
Como tudo começou? Como um jovem negro e pobre da periferia do Rio de Janeiro se tornou Mussum, um ídolo de várias gerações? Quais foram as intrigas e os problemas que ele enfrentou? Que legado ele deixou? Essas são algumas das perguntas que "Mussum, o podcastis" responde. A série estreou junto com o filme, na quinta, dia 2 de novembro. É uma série do g1 e da Globo Filmes com cinco episódios. A proposta é aprofundar detalhes da vida e da carreira de Antônio Carlos Bernardes Gomes. Além de “trapalhão”, ele foi importante no samba, como um dos fundadores do Originais do Samba e, também, pela atuação e divulgação da Estação Primeira de Mangueira. O podcast vem na esteira da repercussão de ‘Mussum, o Filmis’. Para saber um pouco mais sobre as ideias que norteiam o podcast vale conferir a entrevista com os apresentadores Kaíque Mattos e Marina Lourenço e com a roteirista e editora Helen Menezes. Essa conversa está disponível no podcast do Estúdio CBN que, no feriado de 2 de novembro, foi apresentado por Leandro Gouveia. Interessante entender que o podcast é feito por jovens que não eram nascidos quando Mussum estava nos Trapalhões. Por isso, a missão deles é, também, entender quem foi o Antônio Carlos Bernardes Gomes para transmitir às novas gerações. A linguagem de documentário com episódios que enfocam mais um ou outro aspecto da vida e da carreira do Mussum é bem apropriada para que o público entenda as diferentes vertentes de Antônio Carlos. O segundo episódio, por exemplo, mostra a criatividade do Carlinhos do Reco-Reco, como era conhecido no início de carreira, para construir os próprios instrumentos musicais. No terceiro, o tema é a fase da participação nos Trapalhões e por aí afora. Além de Dedé e Didi, tem muitas outras entrevistas interessantes, como com Juliano Barreto, autor da biografia: Mussum, uma História de Humor e Samba, que foi lançado neste ano de 2023 e usado como base para o filme. Outro entrevistado é o Bigode, um dos integrantes do Originais do Samba que aparece em evidência em Mussum, o Filmis.   Outro ponto positivo: tanto o filme como o podcast vão trazer interesse para outros grandes personalidades negras da nossa música popular, como Elza Soares, Alcione, Cartola e Jorge Benjor, por exemplo. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#275 Interferência: Bandeirantes Topa Tudo
09-11-2023
#275 Interferência: Bandeirantes Topa Tudo
Você é curioso ou curiosa e quer saber quando a Rádio Bandeirantes começou a responder às questões esquisitas enviadas por ouvintes? Bem, essa fórmula começa há 70 anos. Em 1953, Júlio Atlas comanda o Consulte Seu Atlas. O programa se transforma rapidamente em uma enciclopédia de caráter popular, em que Júlio responde a perguntas estranhas encaminhadas pelos ouvintes. Para cada resposta, eram dedicados até 3 minutos. O sucesso no rádio rende uma versão televisiva do programa na própria Bandeirantes, entre 71 e 75. Júlio Atlas é responsável por outros programas criativos na emissora. O de maior sucesso, no entanto, estreia em 77. O Bandeirantes Topa Tudo segue a mesma ideia do Consulte Seu Atlas, um desafio entre ouvintes e a produção do programa. A atração conta com apresentação de Humberto Marçal. O próprio Marçal, certa vez, disse que Júlio Atlas não usava livros para responder às milhares de cartas com as perguntas mais absurdas e impossíveis. Simplesmente, sentava-se diante da máquina de escrever e em pouco tempo o programa estava pronto com todas as respostas. Bandeirantes Topa Tudo é transmitido inicialmente entre as 2 e às 4 da tarde. Depois, passa a ser veiculado das 4 às 5.   Nesta edição do quadro Interferência, levado ao ar em 14 de abril de 2012 no programa "Você é Curioso?", Marcelo Duarte e Silvania Alves reconstituem a atração e respondem às perguntas de ouvintes. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#273 85 anos de A Guerra dos Mundos, ouça versão com William Bonner
29-10-2023
#273 85 anos de A Guerra dos Mundos, ouça versão com William Bonner
Esta é uma edição especial do podcast Peças Raras para celebrar duas datas e uma confluência entre elas. A primeira celebra os 85 anos da transmissão do radioteatro A Guerra dos Mundos. A outra é o aniversário de 60 anos de William Bonner (16 de novembro de 2023). Por isso, aqui você vai conferir a versão em português do mais famoso radioteatro de todos os tempos, com Bonner, no início dos anos 80, como uma das vozes da reconstituição feita na faculdade de jornalismo, na USP. Vamos à história: 30 de outubro de 1938, a partir das 8 da noite, uma transmissão de rádio leva pânico aos Estados Unidos. No então horário nobre do rádio, em Nova Iorque, entra no ar mais um Teatro Mercury. O programa semanal era transmitido pela CBS para uma pequena audiência. Isto até aquela véspera de Dia das Bruxas, quando o jovem diretor Orson Welles adapta para o radioteatro o romance A Guerra dos Mundos. A escolha da linguagem jornalística para narrar a chegada de marcianos que usavam um raio mortífero causa tumulto. Quem pegou o episódio começado, pensou que era uma reportagem e imediatamente ligou para familiares e amigos. Logo milhões de ouvintes estavam com seus aparelhos sintonizados na CBS. Ao rever esse episódio, a Revista Cinelândia, há 50 anos, assim descreve o que se deu naquela noite: “O pânico começou. Carros corriam a 120 nas estradas, telefones tocavam sem parar, famílias inteiras deixavam suas casas... mobilizou-se a milícia de Nova Jérsei. Do outro lado dos Estados Unidos, em São Francisco, voluntários se apresentavam para defender o país, mulheres e crianças se refugiavam nas igrejas... houve quem se atirasse em um rio de Nova Iorque, ao ouvir que os marcianos desciam a 5ª Avenida.” 85 anos depois, eu divido com você uma verdadeira peça rara: a versão em português produzida por alunos de jornalismo da Eca-USP, no início dos anos 80. Uma das vozes é de ninguém menos do que William Bonner. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
#272 #HOJEPOD: Conversas sinceras sobre o Viver e o Morrer
28-10-2023
#272 #HOJEPOD: Conversas sinceras sobre o Viver e o Morrer
A nova temporada do podcast Conversas Sinceras sobre o Viver e o Morrer começou em 12 de setembro. São 8 conversas sobre finitudes da vida e das coisas: divórcio e desemprego, por exemplo. O tom é de informação e acolhimento. Neste ano, o podcast, que faz parte do 6º Festival inFINITO, tem como apresentadores o idealizador Tom Almeida e a jornalista e paliativista Juliana Dantas. Para Dantas, aliás, "só quem for morrer precisa ouvir". Os episódios tem cerca de 50 minutos e a série pode ser conferida nos mais diferentes tocadores de podcast. Nas conversas, que contam sempre com alguma pessoa especialista em cada assunto, ⁠Tom e ⁠Dantas⁠ se propõem a descobrir como a morte está presente em praticamente todos os aspectos de nossas vidas. A pergunta da nova temporada gira em torno do que Educação, Literatura e Arte, Economia e outros assuntos têm a ver com morte e luto? Em outras palavras, como a finitude está diretamente conectada com os temas do nosso cotidiano. O "Conversas sinceras sobre o viver e o morrer" é o carro-chefe do Festival inFINITO 2023.✨ No Instagram INFINITO.ETC dá para acompanhar as outras atrações desta 6ª edição do Festival inFinito. Tem, por exemplo, uma mostra audiovisual, encontro do Clube dos Livros AnaMi, como gostava de ser chamada a jornalista e paliAtivista Ana Michele Soares, que faleceu este ano e foi muito importante ao desmistificar o conceito de cuidados paliativos. O podcast e o Festival contam com o apoio do Quebrando o Tabu e do Museu da Pessoa. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message