#290 Interferência: Hebe, a estrela que brilha!

Peças Raras - 24h em sintonia com você

22-02-2024 • 11 min

Mais uma edição do Interferência, quadro que reconstituía programas de rádio que não existem mais. Este é de 6 de outubro de 2012.

Naquele sábado, no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, homenageamos Hebe Camargo e relembramos da fase da artista no rádio.

Ouça o quadro, que relembra o programa Gente que Brilha, tradicional no rádio dos anos 50. Na sequência, de quebra, curta também o quadro Caçadores da Música Perdida, conduzido por Antonio Mier, que também se dedicou à fase em que Hebe era mais cantora do que apresentadora.


Hebe Camargo se foi junto com um tempo em que eram comuns “amigos, tardes e petecas”.
Recentemente, em texto sobre a telenovela no Brasil, o ator Lima Duarte escreveu sobre os amigos que se encontravam à tarde, no pátio da Rádio Tupi, no Sumaré em São Paulo. Corria o ano de 1948. Ele, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues, Walter Forster, Heitor Andrade, Dionísio Azevedo, Ribeiro Filho e Osni Silva costumavam se reunir para jogar peteca, entre uma produção e outra, em um tempo em que o radioteatro era ao vivo e envolvia grandes elencos.
Mas a brincadeira da turma foi interrompida, diante do anúncio da construção da primeira emissora de TV da América Latina naquele terreno.
Hebe estava no lugar certo, na hora certa. Não apenas como coadjuvante. Em 1949, ela integra o grupo que vai ao Porto de Santos buscar os equipamentos que tornariam possível a primeira transmissão de TV. No dia da inauguração, em 18 de setembro de 1950, no entanto, ela – que cantaria o Hino da Televisão – prefere acompanhar seu namorado em outro evento e é substituída por aquela que se torna sua melhor amiga, Lolita Rodrigues.
Mas Hebe queria mesmo é ser cantora e, já em 1943, com apenas 14 anos de idade, acompanha o pai, que vem a São Paulo integrar a Orquestra da Rádio Difusora. A estreia oficial, no entanto, acontece em 1944, quando imita Carmem Miranda no tradicional programa Clube do Papai Noel, atração que abria espaço para crianças demonstrarem seus talentos. Daí pra frente, forma o quarteto Dó-Ré-Mi-Fá e, em seguida, com a irmã Stella Monteiro, cria a dupla caipira Rosalinda e Florisbela.
Ficaria consagrada como a estrelinha do samba e, mais tarde, como “a estrela de São Paulo”. Em paralelo à carreira de apresentadora, nunca deixou de cantar.
Uma história que começou a quase 70 anos. Durante todo esse tempo, Hebe não saiu de cena e brilhou no rádio e na TV até virar uma estrela verdadeira na manhã do último sábado, 29 de setembro. Para homenagear a rainha da TV brasileira, vamos interferir na programação do rádio dos anos 50 e trazer de volta a magia das rainhas da música daquele tempo.

--- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message

Você pode gostar

História em Meia Hora
História em Meia Hora
Agência de Podcast
História FM
História FM
Leitura ObrigaHISTÓRIA
História Preta
História Preta
Thiago André
Buenas Ideias
Buenas Ideias
Eduardo Bueno
projeto Querino
projeto Querino
Tiago Rogero e Rádio Novelo
Estação Brasil
Estação Brasil
Estação Brasil
Eu tava lá
Eu tava lá
Braian Rizzo
Colunas de Hércules
Colunas de Hércules
Leitura ObrigaHISTÓRIA
Estudo bíblico
Estudo bíblico
Josi Paula
projeto Querino
projeto Querino
Tiago Rogero e Rádio Novelo
ASSOMBRAÇÃO
ASSOMBRAÇÃO
Levy Palomo