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Medicina do Conhecimento

Medicina do Conhecimento

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#132 Experiência Antártica
Há 3 dias
#132 Experiência Antártica
Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja bem vindo ao nosso podcast Medicina do Conhecimento. Compartilhando ciência e informação a qualquer momento e em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. Por aqui você ouve tendências, dicas e a prática da medicina, além de assuntos ligados a qualidade de vida! E como compartilhar é multiplicar venha conosco colega ouvinte, profissional de saúde ou amante de podcasts para conversarmos sobre assuntos sem fronteiras no mundo do conhecimento. Você já se imaginou vivendo todos os dias em temperaturas abaixo de zero em um deserto de neve? Nesse episódio, conversamos com o colega Juliano Nunes Quineper, nosso colega anestesiologista com residência no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Enquanto médico do corpo de saúde da Marinha do Brasil, participou de operações nos navios de assistência hospitalar na Amazônia, se certificou em suporte de vida avançado em ambientes selvagens e foi membro da Associação Brasileira de Medicina de Áreas Remotas. Mas seu maior desafio foi a experiência Antártica OPERANTAR XXXIII - 13 meses como Médico da Estação Antártica Comandante Ferraz. Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br Escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Siga pelo Spotify, Deezer, Apple, Google Podcasts, Soundcloud, Youtube peça à sua Alexa para tocar o episódio mais recente e também escute em mais uma dezena de agregadores de podcast. Na medicina do conhecimento, você escolhe o player da sua preferência. É muito importante seu feedback. Compartilhe nas suas redes e deixe seu like. Isso aumenta a divulgação do projeto. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!
#132 Experiência Antártica
Há 3 dias
#132 Experiência Antártica
Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja bem vindo ao nosso podcast Medicina do Conhecimento. Compartilhando ciência e informação a qualquer momento e em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. Por aqui você ouve tendências, dicas e a prática da medicina, além de assuntos ligados a qualidade de vida! E como compartilhar é multiplicar venha conosco colega ouvinte, profissional de saúde ou amante de podcasts para conversarmos sobre assuntos sem fronteiras no mundo do conhecimento. Você já se imaginou vivendo todos os dias em temperaturas abaixo de zero em um deserto de neve? Nesse episódio, conversamos com o colega Juliano Nunes Quineper, nosso colega anestesiologista com residência no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Enquanto médico do corpo de saúde da Marinha do Brasil, participou de operações nos navios de assistência hospitalar na Amazônia, se certificou em suporte de vida avançado em ambientes selvagens e foi membro da Associação Brasileira de Medicina de Áreas Remotas. Mas seu maior desafio foi a experiência Antártica OPERANTAR XXXIII - 13 meses como Médico da Estação Antártica Comandante Ferraz. Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br Escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Siga pelo Spotify, Deezer, Apple, Google Podcasts, Soundcloud, Youtube peça à sua Alexa para tocar o episódio mais recente e também escute em mais uma dezena de agregadores de podcast. Na medicina do conhecimento, você escolhe o player da sua preferência. É muito importante seu feedback. Compartilhe nas suas redes e deixe seu like. Isso aumenta a divulgação do projeto. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!
#131 Primeira Maratona
Há uma semana
#131 Primeira Maratona
Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja bem vindo ao nosso podcast Medicina do Conhecimento. Aqui compartilhamos ciência e informação a qualquer momento e em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. Você ouve tendências, dicas e a prática da medicina, além de assuntos que nos proporcionam qualidade de vida! E como compartilhar é multiplicar convido você colega ouvinte, profissional de saúde ou apenas amante de podcasts a conversar sobre assunto sem fronteiras no mundo do conhecimento. No episódio de hoje, trazemos um livecast, um podcast gerado à partir de uma live no Instagram entre Michelly Wada Monteiro @medicosatletas e eu, Pablo Gusman, @anestesiador. Ouça o prazeroso bate papo sobre um grande e longo projeto de correr a primeira maratona! Saiba mais no projeto tem o apoio dos Médicos Atletas, Grupo Care Anestesia, Divando Saúde, Aquela Sua Viagem, Life Training e Muriaé na Web. Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br Escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Siga pelo Spotify, Deezer, Apple e Google Podcasts, Soundcloud, Youtube e mais uma dezena de agregadores de podcast. Na medicina do conhecimento, você escolhe o player da sua preferência. É muito importante seu feedback. Compartilhe nas suas redes e deixe seu like. Isso aumenta a divulgação do projeto. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!
#130 Anestesia para pacientes oncológicos
26-05-2022
#130 Anestesia para pacientes oncológicos
Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja bem vindo ao nosso podcast Medicina do Conhecimento. Aqui compartilhamos ciência e informação a qualquer momento e em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. Você ouve tendências, dicas e a prática da medicina, além de assuntos que nos proporcionam qualidade de vida! E como compartilhar é multiplicar convido você colega ouvinte, profissional de saúde ou apenas amante de podcasts a conversar sobre assunto sem fronteiras no mundo do conhecimento. Esse podcast foi transcrito da live com Dr Alex Bruno, cirurgião oncológico. Falamos do preparo e atendimento ao paciente cirúrgico. Antes, gostaria que você compartilhasse esse podcast com algum colega ou aluno de graduação. O assunto pode fazer a diferença na toada de decisões e você apoia nosso projeto. Estamos no soundcloud, youtube, deezer, spotify, apple e google podcast e em uma dezena de agregadores! Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br Escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Siga pelo Spotify, Deezer, Itunes, Google Podcasts, Soundcloud, Youtube e mais uma dezena de agregadores de podcast. Na medicina do conhecimento, você escolhe o player da sua preferência. É muito importante seu feedback. Compartilhe nas suas redes e deixe seu like. Isso aumenta a divulgação do projeto. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!
#128 Dexametasona intra-operatória e pacientes oncológicos
05-05-2022
#128 Dexametasona intra-operatória e pacientes oncológicos
Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja bem vindo ao nosso podcast 128 do Medicina do Conhecimento. Juntos compartilhamos ciência e informação a qualquer momento e em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador e como compartilhar é multiplicar convido você ouvinte a conversarmos sobre assuntos sem fronteiras no mundo do conhecimento. Por aqui você ouve tendências, dicas e a prática da medicina, além de assuntos que nos proporcionam qualidade de vida! A dexametasona intraoperatória pode ter efeitos benéficos em pacientes submetidos à cirurgia de câncer? A resposta parece ser sim, de acordo com os resultados de um novo estudo apresentado em 2021 no congresso da sociedade americana de anestesiologia pelo serviço de anestesiologia do Beth Israel Deaconess Medical Center. A investigação descobriu que a administração de dexametadsona inicialmente como agente antiemético foi associada a menor mortalidade em 90 dias em pacientes submetidos à cirurgia oncológica, particularmente aqueles com formas não imunogênicas da doença. Apesar de bons resultados estatísticos, sempre deve haver cautela ao interpretar resultados semelhantes. “Por um lado, sabe-se que corticoides tem efeitos imunossupressores, que podem promover a progressão do câncer. Por outro lado, a mesma droga pode suprimir a inflamação cirúrgica, o que pode realmente inibir a propagação do câncer. Dadas essas realidades conflitantes, os autores decidirama necessidade de investigar o efeito da dexametasona na sobrevida a curto e longo prazo em uma variedade de pacientes com câncer. Para isso, analisaram os prontuários de pacientes adultos que foram submetidos à cirurgia para remoção de neoplasias sólidas em dois hospitais da região de Boston entre 2007 e 2020. A idéia primária da análise foi identificar a administração de dexametasona intraoperatória, enquanto o desfecho primário foram todas as causas mortalidade dentro de um ano da cirurgia. Uma variedade de resultados de segurança também foram avaliados. Apesar desses resultados encorajadores, os pesquisadores foram rápidos em notar que as descobertas ainda precisam ser apoiadas por mais pesquisas. Houve diferenciação entre tumores imunogênicos e não imunogênicos de acordo com as diretrizes de sociedades da especialidade, mas por se tratar de estudo observacional, o próximo passo seria ser mais específico no status de imunogenicidade de cada tumor, checando a reprodução desses resultados a partir daí. Um estudo controlado randomizado seria difícil por causa do tamanho do efeito e o próximo passo seria pesquisar bancos de dados nacionais e tentar reproduzir os efeitos diferenciais da dexametasona em cânceres imunogênicos e não imunogênicos. Um visão crítica para este estudo retrospectivo é que existem muitos fatores desconhecidos que podem confundir seus resultados, incluindo a administração de quimioterapia e outros medicamentos, as comorbidades basais do paciente e o estágio do câncer. Mesmo com todas as dificuldades metodológicas, um estudo clínico que tenha resultados encorajadores merece ser discutido e aprofundado, buscando resposta a perguntas tão importantes na prática clínica para medicamentos usados de forma tão frequente como a dexametasona no intra-operatório, mesmo que com outros objetivos, no caso, redução de náuseas e vômitos. Gostou do assunto? Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br
#129 Aspiração pulmonar na sedação
29-04-2022
#129 Aspiração pulmonar na sedação
Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja bem vindo ao nosso podcast Medicina do Conhecimento. Aqui compartilhamos ciência e informação a qualquer momento e em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. Você ouve tendências, dicas e a prática da medicina, além de assuntos que nos proporcionam qualidade de vida! E como compartilhar é multiplicar convido você colega ouvinte, profissional de saúde ou apenas amante de podcasts a conversar sobre assunto sem fronteiras no mundo do conhecimento. A sedação para procedimentos diagnósticos e cirúrgicos é amplamente realizada em pacientes de todas as idades para facilitar procedimentos que incluem extração dentária, endoscopia, broncoscopia, reduções de fraturas, drenagem de abscessos, reparo de lacerações, aspiração de medula óssea, artrocentese e aquisição de imagens radiológicas e cardíacas. A aspiração pulmonar é uma complicação rara, mas potencialmente fatal durante uma sedação, evitar esse evento é o objetivo das diretrizes de jejum pré-operatório. É comum encontrarmos na literatura descrição de eventos e protocolos para se evitar aspiração e suas complicações em anestesia geral e hoje falamos sobre uma revisão sistemática publicada no British Journal of Anaesthesia que se refere à aspiração durante sedação durante procedimentos diagnósticos e cirúrgicos. O grupo de Harvard Medical School realizou revisão de acordo com as diretrizes do MOOSE para revisões sistemáticas de dados observacionais. O MOOSE (Meta-analysis of Observational Studies in Epidemiology) é mais focado em análises de coortes comparadas, ou seja, quando queremos estimar a medida de efeito de determinada exposição, usando um grupo exposto e outro controle. Os principais termos pesquisados incluíram sedação ou cuidados anestésicos monitorados e aspiração nas bases de dados tradicionais e no banco de dados Closed Claims da Sociedade Americana de Anestesiologia. doi: 10.1093/bja/aex004 Endoscopia Digestiva claramente implicou no maior risco, particularmente em pacientes com doenças subjacentes graves, sangramento gastrointestinal ativo ou ambos. Por esta razão, a sugestão é a realização de tais procedimentos sob anestesia com proteção das vias aéreas. O jejum é amplamente considerado essencial para mitigar o risco de aspiração e é amplamente praticado para sedação eletiva. No entanto, grande série de procedimentos sedativos (incluindo um com mais de 139 mil sedações não conseguiram identificar qualquer relação entre o jejum e aspiração ou outros eventos adversos. Podemos prever a aspiração? Endoscopia Digestiva apresenta claramente maior risco, assim como a sedação profunda. Pacientes saudáveis (ou seja, ASA I) foram incomuns nos procedimentos não endoscópicos e, portanto, parecem estar em risco particularmente baixo. Esta revisão não sugere maior risco de sedação ligados a diferentes profissionais ou por não cumprimento de jejum pré-procedimentos. A doença subjacente parece ser um fator de risco (como esperado e observado já anteriormente); no entanto, muitas das condições médicas observadas são comuns em pacientes com necessidade de sedação para seus procedimentos. Assim, a aspiração aparece em grande parte idiossincrásica e imprevisível. É provável que existam outros fatores contributivos que não podem ser quantificados em uma revisão nesse formato, incluindo a frequência e contribuição de manipulações das vias aéreas durante os procedimentos, como o uso de ventilação com sistema de bolsa e máscara para desobstrução das vias aéreas superiores. Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br Escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!
#127 Yoga para médicos
07-04-2022
#127 Yoga para médicos
Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja bem vindo ao nosso podcast Medicina do Conhecimento. Sim! Nosso pois você pode compartilhar ciência e informação a qualquer momento e em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. Juntos falamos sobre tendências, dicas e a prática da medicina, além de assuntos que nos proporcionam qualidade de vida! E como compartilhar é multiplicar convido você colega ouvinte, profissional de saúde ou apenas amante de podcasts a conversar sobre assunto sem fronteiras no mundo do conhecimento. Mais do que nosso lado técnico, tão importante na qualidade de nossos cuidados, precisamos promover a saúde! E é isso que desejo a você, caro ouvinte do Medicina do Conhecimento! Saúde! Mesmo sendo nosso podcast atemporal e com liberdade geográfica, hoje, 7 de abril de 2022 comemoramos o dia mundial da saúde. E esse tópico engloba nossa saúde física, mental, emocional, espiritual e social! Lembro você que fizemos excelente episódios sobre espiritualidade e saúde mental e hoje saímos de nossas 4 paredes habituais para falarmos de Yoga para Médicos! Jullien Dábini, Administradora, especialista em gestão e inteligência de mercado em saúde. Professora de yoga com certificação internacional, criadora do Programa Yoga como Cura e do MedYoga: Yoga para Médicos. Amante do que nos conecta e nos equilibra! Siga lá no conosco o que você faz para seu bem estar e saúde mental! Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br Escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Siga pelo Spotify, Deezer, Itunes, Google Podcasts, Soundcloud, Youtube e mais uma dezena de agregadores de podcast. Na medicina do conhecimento, você escolhe o player da sua preferência. Mas eu conto com seu feedback amigo ouvinte. E te convido a compartilhar nas suas redes! Divulgue esse podcast para duas pessoas que merecem ouvi-lo! Desafie o seu colega mais cético a pensar no assunto! E deixe seu like onde ouvir. Isso aumenta a divulgação do projeto. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!
#126 Burnout em terapia intensiva
17-03-2022
#126 Burnout em terapia intensiva
Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja bem vindo ao podcast Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. Juntos falamos sobre novidades, dicas e a prática da medicina, sem esquecer dos pontos fortes que nos proporcionam qualidade de vida! E como compartilhar é multiplicar seguimos com uma pílula com assunto sem fronteiras no mundo do conhecimento. O COVID-19 foi declarado uma pandemia em março de 2020. 100 milhões de pacientes foram infectados em todo o mundo e milhões de mortes foram relatadas. Incluímos nesses números os profissionais de saúde! A síndrome de burnout tem três sintomas que a definem: grande exaustão emocional, despersonalização e baixa sensação de realização pessoal no trabalho. Antes do COVID-19, a prevalência da síndrome de burnout entre os profissionais de saúde, principalmente os que atuavam em unidades de cuidados intensivos variava entre 28 a 61%. Uma pesquisa foi realizada para determinar o impacto da COVID-19 na síndrome de burnout nas equipes da UTI e identificar fatores associados a esse burnout. Incluíram enfermeiros de cuidados intensivos, médicos, fisioterapeutas, farmacêuticos, assistentes sociais e outros profissionais de saúde envolvidos nas unidades. Síndrome de Burnout e fatores contribuintes foram medidos usando o Inventário de Maslach. O estudo fez parte de uma pesquisa sobre incidência de burnout pré e pós pandemia. Antes da pandemia de COVID-19, 59% dos entrevistados demonstraram a síndrome de burnout aumentando para 69% durante a pandemia. Enfermeiros tiveram o maior aumento de burnout (58 para 72%). Por outro lado, embora o burnout tenha sido alto antes e durante o COVID-19 em todas as especialidades, a maioria das profissões teve burnout semelhante ou menor em 2020. Os médicos tiveram a menor taxa de burnout em 51% e 58% pré e durante COVID-19. Médicos com 3 a 5 anos de experiência tiveram a maior prevalência de síndrome de burnout antes e durante a pandemia. Um total de 399 entrevistados relatou contato direto com pacientes com COVID-19, enquanto 308 não tiveram. A prevalência da síndrome de burnout não foi diferente entre os médicos que trataram pacientes com COVID-19 e aqueles que não o fizeram. Um pequeno aumento na exaustão emocional nos médicos que lidaram diretamente com COVID-19 e o relato de aumento da carga de trabalho. Houve maior prevalência me profissionais do sexo feminino em todas as profissões. É possível que as taxas de burnout tenham sido ainda maiores do que as relatadas aqui, como descrito na literatura ligada à medicina intensiva. Ao mesmo tempo, também pode ter havido autosseleção de médicos com maior probabilidade de o burnout retornar suas pesquisas porque queriam compartilhar sua experiência, o que poderia resultar em uma superestimativa da prevalência de burnout. Apesar dessas limitações, esses resultados são um reflexo preocupante da gravidade do burnout em toda a equipe multiprofissional e dos níveis elevados de burnout observados em médicos de UTI durante uma pandemia. Além disso, eles demonstram que nem todas as profissões ou gêneros são igualmente impactados, com um aumento desproporcional do burnout em enfermeiras e médicas. Os resultados, demonstrando níveis semelhantes de esgotamento por médicos de UTI, independentemente de gerenciarem pacientes com COVID-19, sugerem fortemente que a simples prática de cuidados intensivos durante uma pandemia coloca em risco todos os membros da equipe multiprofissional de cuidados intensivos. Os esforços para melhorar o bem-estar devem ser projetados e implementados o mais rápido possível. Compartilhe conosco o que você e sua instituição fazem para seu bem estar e saúde mental! Esse artigo está disponível no nosso grupo do Telegram Anestesiador. Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br
#125 Robôs podem ser anestesistas
13-01-2022
#125 Robôs podem ser anestesistas
Bom dia, boa tarde, boa noite! Você está ouvindo podcast Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. Bem vindo 2022! Muito conhecimento nos espera e como compartilhar é multiplicar seguimos com um assunto sem fronteiras no mundo do conhecimento. Podem os robôs aplicar anestesias? Esse tema foi abordado pelo Dr Alexandre Joosten, Departmento of Anesthesiologia do Erasme Hospital, Universidade Livre de Bruxelles na Belgica durante o Euroanaesthesia 2021, Congresso da Sociedade Européia de Anestesiologia e Cuidados Intensivos e merece reflexões. Afinal, devemos temer os computadores na sala operatória ou a falta deles? Acredito que concordamos que mesmo que a sala operatória se mostre cheia de monitores, equipamentos e robôs e às vezes possa parecer que mal caiba o próprio anestesiologista, estamos muito bem equipados. Mas hoje como levantado por Dr Joosten em sua análise, podemos afirmar que não precisamos de mais monitores, mas de integração para criarmos um ecossistema digital de cuidados na saúde. Só assim poderemos auxiliar no trabalho clínico, proporcionar uma rede de segurança e aumentar a eficiência. Projetos automatizados em alça fechada já vem sendo propostos desde os anos 80, tendo hoje o termo closed-loop associado a quase 4 milhões de publicações na base de dados do Google Acadêmico. Outros estudos ainda precisam ser feitos para testar a combinação de múltiplos sistemas fisiológicos de alça fechada que mantenham simultaneamente a homeostase de múltiplas variáveis fisiológicas e para testar a segurança de tais combinações em uma população em grande escala. Não se preocupe, mesmo que o sistema esteja bem calibrado e ao alcance de nossa prática, sempre precisaremos de anestesistas competentes! Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br Escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Siga pelo Spotify, Deezer, Itunes, Google Podcasts, Soundcloud, Youtube e mais uma dezena de agregadores de podcast. Na medicina do conhecimento, você escolhe o player da sua preferência. É muito importante seu feedback. Compartilhe nas suas redes e deixe seu like. Isso aumenta a divulgação do projeto. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!
#124 Pré-aquecimento na prevenção da hipotermia perioperatória não intencional
12-11-2021
#124 Pré-aquecimento na prevenção da hipotermia perioperatória não intencional
Bom dia, boa tarde, boa noite! Esse é mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar neste podcast 124 falamos sobre Pré Aquecimento do Paciente para Prevenção da Hipotermia Perioperatória Não-Intencional. A temperatura corporal central é um dos parâmetros fisiológicos mais controlado pelo organismo. Apesar disso, durante o dia a temperatura corporal sofre variações, sendo menor pela manhã e maior ao final da tarde / noite. Com base nessa informação, a definição mais precisa de hipotermia é uma temperatura central de 36,4°C ou abaixo dela. É nessa temperatura que a disfunção celular, tecidual e orgânica podem começar a se desenvolverem. Para facilitar a compreensão da distribuição de calor dentro do corpo humano, optamos por dividi-lo em dois grandes compartimentos térmicos: O compartimento central com cerca da metade da massa do corpo e é responsável pela produção de toda a energia convertida em calor pelo organismo. O compartimento periférico, maior compartimento e apresenta temperaturas geralmente 3°C a 4°C abaixo da temperatura central. No entanto, essa diferença pode se tornar maior ou menor durante condições térmicas extremas ou condições patológicas. Tipicamente, os tecidos do compartimento periférico são 2°C a 4°C mais frios do que o compartimento central; a diferença de temperatura entre estes dois compartimentos térmicos é o gradiente de temperatura. Durante a cirurgia, a hipotermia inadvertida é tão prevalente, porque durante a indução da anestesia o intervalo interlimiar aumenta. Com anestesia geral, esta faixa aumenta aproximadamente de 0.2°C para 4.0°C; um aumento de 20 vezes. Durante a anestesia regional, há um aumento de 3 a 4 vezes na faixa interlimiar. O método mais efetivo de manutenção da normotermia intra-operatória é a prevenção por meio de aquecimento prévio, com o objetivo de elevar a temperatura periférica em maior escala que a temperatura central e promover, após a indução anestésica, menor gradiente entre a temperatura central e periférica, menor redistribuição de calor, resultando em menos hipotermia. O aquecimento da superfície cutânea, com circulação de ar a 43ºC durante uma hora, transfere calor suficiente para diminuir os efeitos da redistribuição. Prevenir a hipotermia perioperatória não é difícil nem caro. Em muitas especialidades médicas e cirúrgicas, medidas para manter a normotermia são estabelecidos como cuidado perioperatório de rotina para cada cirurgia realizada sob anestesia geral ou regional, independentemente da duração da cirurgia. A hipotermia perioperatória está associada a complicações graves, como infecções do sítio cirúrgico, cicatrização de feridas mais lenta, distúrbios de coagulação e sangramento aumentado. A perfusão na borda da ferida operatória pode ser comprometida pela vasoconstrição associada à hipotermia. O tremor também pode aumentar a dor pós-operatória. O melhor caminho para evitar complicações induzidas pela hipotermia é manter a normotermia. “Esse podcast tem o apoio científico da 3M Health Care. A 3M acredita no poder da ciência para criar soluções que impactam a vidas dos pacientes, profissionais e instituições de saúde, reduzindo complicações relacionadas à assistência à saúde, como a hipotermia perioperatória.” Fique ligado, afinal compartilhar é multiplicar!
#123 Fases da hipotermia e como realizar a monitorização da temperatura
09-11-2021
#123 Fases da hipotermia e como realizar a monitorização da temperatura
Bom dia, boa tarde, boa noite! Esse é mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar seguimos nesse assunto importante na nossa prática, manutenção e monitorização da normotermia peri-operatória Em episódios anteriores, definimos que a hipotermia inadvertida, definida como temperatura sanguínea central menor do que 36°C, é frequente durante a anestesia. A hipotermia pode ser classificada como leve (34 a 36°C), moderada (30 a 34°C) e grave (<30°C). O controle da temperatura corporal é obtido por meio do equilíbrio existente entre a produção e a perda de calor. A produção é realizada por fatores que determinam a taxa metabólica do organismo, como o metabolismo basal das células do corpo, e o metabolismo extra por meio de atividades musculares, por ação hormonal e outras. A perda de calor ocorre por dois aspectos: pela condução dos tecidos profundos até a pele e pela transferência do calor da pele para o ambiente. Didaticamente dividimos a as fases de hipotermia durante a anestesia em três fases: Fase 1: Ocorre redistribuição do calor do compartimento central para o compartimento periférico. A primeira fase do desenvolvimento da hipotermia é geralmente limitada à primeira hora da anestesia, período durante o qual a temperatura do compartimento central cai de 1°C a 1,5°C, a menos que os pacientes sejam ativamente aquecidos. Durante a fase 2 ocorre o declínio linear da temperatura central. A segunda fase da hipotermia se desenvolve entre a 1a e a 3a hora de anestesia, período durante o qual a temperatura do compartimento central declina outro grau ou dois. A redistribuição de calor do compartimento central, para o compartimento periférico ainda está ocorrendo, por causa da vasodilatação induzida pela anestesia. E finalmente, durante a Fase 3, ocorre o platô de temperatura no compartimento central. A terceira fase da hipotermia se desenvolve após 2 a 4 horas de anestesia. Sob anestesia geral, quando a temperatura do compartimento central atinge os 34°C a 35°C, o declínio linear diminui e um tipo de estado térmico estável, ou platô, emerge. O conteúdo de calor corporal continuará a diminuir, mas uma separação entre os compartimentos térmicos central e periférico se desenvolve, para reter o calor metabólico restante no centro. Com o uso de anestesia regional somente, entretanto, o corpo mantém alguma habilidade para regular a temperatura acima do nível do bloqueio. Um estudo descobriu que quanto mais alto for o bloqueio, maior será o declínio da temperatura do compartimento central. Para cada nível de dermátomo adicional bloqueado, a temperatura do núcleo diminuiu 0,15°C. E como realizar a monitorização da temperatura? De forma eficiente, um sistema de monitoramento de temperatura transcutâneo utiliza uma termometria de troca de calor nula para medir precisamente a temperatura interna de um indivíduo. Esse sistema aquece cuidadosamente o sensor criando uma zona isotérmica sobre ele mesmo. A partir do equilíbrio com a temperatura interior, evita-se a perda de calor da superfície da pele para o ambiente, estabelecendo-se uma condição de troca de calor nula. Quando esse sensor cutâneo da temperatura atinge um equilíbrio com a temperatura interior do paciente, a unidade de controle apresenta uma medição precisa e não invasiva da temperatura central. Cadastro ANVISA 80284930379 “Esse podcast tem o apoio científico da 3M Health Care. A 3M acredita no poder da ciência para criar soluções que impactam a vidas dos pacientes, profissionais e instituições de saúde, reduzindo complicações relacionadas à assistência à saúde, como a hipotermia peri-operatória.”
#119 O Médico
17-10-2021
#119 O Médico
Bom dia Conhecimento ! Nos outros dias da semana, podcasts sobre ciência e qualidade de vida. Na sua manhã de domingo, arte e cultura. Depois de ouvir esse podcast, se você gostar, deixe seu like, seu joinha e também um coração nos comentários! E mande para um médico que faz parte de sua história! Vamos nos conectar no mundo da poesia e do conhecimento. Segue mais um momento do conhecimento, um pouco de arte e cultura a qualquer momento em todo lugar. O texto desse podcast foi escrito por Rubem Alves. Teólogo, educador, tradutor, psicanalista e escritor brasileiro. Autor de livros de filosofia, teologia, psicologia e de histórias infantis. Nasceu na cidade de Boa Esperança, em Minas Gerais, Nos anos 80, tornou-se psicanalista através da Sociedade Paulista de Psicanálise. Passou a escrever nos grandes jornais sobre comportamento e psicologia. E tambem Foi Professor da UNICAMP Em seu livro, o médico, descreve o romantismo da medicina espelhado inicialmente por um quadro marcante, The Doctor O quadro original em óleo sobre tela foi pintado em 1891 e está exposto na Galeria Tate, em Londres. Foi encomendado pela Rainha Vitória e pintado por Luke Fildes. “A obra-prima de Fildes, que se tornou imediatamente popular, foi inspirada na morte de seu filho no dia de Natal de 1877, e pela devoção profissional do médico que lhe deu assistência. Ele deu a seu quadro um final mais feliz, pois mostra o momento, ao raiar do sol, quando a criança apresenta os primeiros sinais de recuperação. Fildes se esmerou em fazer com que o quadro fosse bem convincente, construindo um interior de chalé dentro de seu ateliê, posicionando a janela da cabana em frente à janela do mesmo. Levantava-se a cada dia bem cedinho a fim de pintar à luz matutina quando começava a penetrar no ambiente.” Sobre o quadro e sua experiência de vida, Rubem alves nos escreve em seu ivro, O médico..
#118 Evidências científicas sobre aquecimento do paciente
13-10-2021
#118 Evidências científicas sobre aquecimento do paciente
Bom dia, boa tarde, boa noite! Esse é mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar citamos resumos de artigos que mostram ações efetivas na prevenção de hipotermia não intencional. Sessler e colaboradores mostraram que a perda de calor cutâneo é suprimida pelo aquecimento por ar forçado, o calor gerado somente pelo metabolismo basal pode reaquecer pacientes adultos em uma temperatura de aproximadamente 1°C/hora. Anesth, 1989. 71 Suppl (3A). Lennon avaliou um sistema de ar forçado para o aquecimento de pacientes hipotérmicos no pós-op. O tempo de permanência na SRA para o grupo com cobertores de algodão foi de 156,0 min e 99,7 min no grupo de aquecimento com ar DOI: 10.1213/00000539-199004000-00014 Camus avaliou a quantidade de calor transferida no aquecimento de ar forçado em cirurgia abdominal. O sistema de aquecimento forneceu ganho de calor nos pacientes anestesiados mesmo restrito aos MMII. ASA 1991 annual meeting. A hipotermia intraop leve aumentou a duração da recuperação espontânea durante a anestesia inalatória. A dose do bloqueador neuromuscular deve ser ajustada de acordo com a temperatura corporal usando a resposta de contração como um ensaio. Pacientes hipotérmicos devem ter tempo suficiente para se recuperar, mesmo após a reversão com neostigmina.DOI : 10.1097/00000542-200605000-00025 Giuffre comparou o Reaquecimento de pacientes no pós-operatório. Pacientes sem tremores foram reaquecidos significativamente mais rápido, e estavam prontos para a alta mais cedo, usando o ar forçado. PMID: 1836227 O aquecimento da superfície da pele antes da indução anestésica evita a queda da hipotermia por Redistribuição? Concluímos que a hipotermia após a indução da anestesia geral pode ser reduzida pelo pré-aquecimento da superfície da pele antes da indução. DOI: 10.1097/00000542-199109001-01003 Entre terapias de aquecimento intraoperatório, um ensaio clínico prospectivo de pacientes de transplante de rim mostrou que sistema de aquecimento de ar forçado, aplicado a uma área limitada da superfície da pele, transferiu a maior parte do calor e manteve a temperatura central. Em três horas, a redução da temperatura central foi menor entre o grupo de aquecimento com ar forçado (-0,5 ± 0,4°C), seguido pelo grupo com circulação de água (-1,2°C ± 0,4°C), grupo de umidificador aquecido (−2,0 ± 0,5°C) e o grupo de controle de pacientes não aquecidos (−2.0 ± 0.7°C).DOI: 10.1016/0952-8180(92)90064-8 Quando comparamos Temperatura Central, transfusão sanguínea e permanência hospitalar em pacientes aquecidos por ar forçado, hipotermia foi associada independentemente tanto às transfusões quanto à duração da hospitalização, embora o prolongamento da hospitalização tenha sido pequeno e sem significância. DOI: 10.1097/ALN.0000000000000551 Zink realizou um estudo que avaliou se a terapia de aquecimento por ar forçado aumentaria o número de colônias bacterianas. Os autores concluíram que o aquecimento com ar forçado, quando usado corretamente em uso único para cada paciente, não aumenta o risco de as bactérias presentes no ar contaminarem a ferida durante a cirurgia. DOI: 10.1213/00000539-199301000-00009 Considerando o tratamento de hipotermia por imersão leve em água fria com reaquecimento por ar forçado, Giesbrecht constatou que o aquecimento por ar forçado reduziu o patamar de temperatura e o estresse metabólico causado pelos tremores. E logo concluíram que o aquecimento por ar forçado é uma terapia segura que pode ser usada para o tratamento eficaz de pacientes hipotérmicos em serviços de emergência. “Esse podcast tem o apoio científico da 3M Health Care. A 3M acredita no poder da ciência para criar soluções que impactam a vidas dos pacientes, profissionais e instituições de saúde, reduzindo complicações relacionadas à assistência à saúde, como a hipotermia perioperatória.”
#117 Dia Mundial da Trombose
12-10-2021
#117 Dia Mundial da Trombose
Bom dia, boa tarde, boa noite! Bem vindo a mais um podcast do Medicina do Conhecimento! Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar, lembramos 13 de outubro, o dia mundial da trombose e do nascimento de um dos seus maiores pesquisadores, Rudolf Ludwig Karl Virchow O tromboembolismo venoso que vamos chamar de TEV compreende a trombose venosa profunda, TVP e sua consequência imediata mais grave, o tromboembolismo pulmonar, TEP. Em sua fase aguda, associa-se a alta probabilidade de complicações graves, muitas vezes fatais. Trata-se de uma doença de ocorrência multidisciplinar, caracterizada pela formação de trombos de forma oclusiva total ou parcial, em veias do sistema venoso profundo, e frequentemente relacionada a diversos fatores de riscos, que podem promover seu aparecimento súbito em pacientes hígidos ou como complicação clínica e/ou cirúrgica. Como fatores etiopatogênicos do TEV continuam-se a considerar-se os clássicos da tríade de Virchow, descrita em 1895: estase venosa, alteração de fatores de coagulação, no sentido de hipercoagulação e lesão do endotélio venoso3. Em sua fase crônica, pode ser responsável por inúmeros casos de incapacitação física e enormes custos socioeconômicos e pessoais, com o desenvolvimento de insuficiência venosa crônica grave, configurando a denominada síndrome pós-trombótica. E porque ele deve ser valorizado? O TEV também é descrito como a causa mais comum de mortalidade hospitalar prevenível. Trata-se de uma condição potencialmente grave, estando associada a 5-10% das mortes em pacientes hospitalizados7. Sem profilaxia adequada, a incidência de TEV durante internação hospitalar chega a níveis tão altos quanto 10- 40% entre pacientes clínicos e cirúrgicos e 40-60% após grandes cirurgias ortopédicas. A prevenção primária é, portanto, essencial, quando se considera morbidade e custos hospitalares. Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Siga pelo Spotify, Deezer, Itunes, Google Podcasts, Soundcloud, Youtube e mais uma dezena de agregadores de podcast. Na medicina do conhecimento, você escolhe o player da sua preferência. É muito importante seu feedback. Compartilhe nas suas redes e deixe seu like. Isso aumenta a divulgação do projeto. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Escute a rádio web Medicina do Conhecimento e fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!
#116 Por que o aquecimento de forma correta importa?
28-09-2021
#116 Por que o aquecimento de forma correta importa?
Bom dia, boa tarde, boa noite! Mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar seguimos falando da prevenção da hipotermia perioperatória. Para prevenir a hipotermia (temperatura central < 36°) e garantir a normotermia dos pacientes durante o período perioperatório, as melhores evidências de guidelines internacionais e nacionais recomendam o uso de aquecimento por ar forçado. 10.1056/NEJM199706123362407 A hipotermia também é uma preocupação e a sua prevenção vem sendo destacada pelo CFM em sua resolução 2.174 de 2017. Recomenda-se aquecer os pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos que possuam duração maior que uma hora. Anestesia e cirurgia comumente causam perturbações térmicas importantes no intra e pós-operatório imediato. A hipotermia, um resultado comum em até 90% dos pacientes, resulta de uma combinação de alteração do controle termorregulador na preservação da temperatura induzida por anestésicos, um ambiente de sala cirúrgica com baixa temperatura e fatores exclusivos da cirurgia que promovem a perda excessiva de calor. Os dados disponíveis na literatura sugerem que a inibição das defesas termorregulatórias normais contribuem mais para a hipotermia do que a exposição ao frio per se. Além disso, muito da hipotermia central resulta da distribuição alterada de calor corporal, em vez de um desequilíbrio sistêmico entre produção metabólica de calor e perda de calor. 10.1097/00000542-200002000-00042 Pela terapia de aquecimento por ar forçado a transferência de calor se deve ao ar aquecido aplicado às mantas térmicas que transmitem calor ao paciente de forma mais uniforme. Para prevenir a hipotermia e garantir o conforto do paciente cirúrgico, o aquecimento e o gerenciamento da temperatura devem ser realizados em todo o período perioperatório. Algumas medidas se mostram efetivas para garantir a normotermia, o conforto e a segurança do paciente. Dividindo-as por período, no pré-operatório, é importante monitorar ativamente a temperatura e iniciar o aquecimento por ar forçado sempre que possível antes mesmo da entrada na sala operatória. No intraoperatório, devemos gerenciar a temperatura central e manter o aquecimento por ar forçado o tanto necessário para impedir a hipotermia. E finalmente, no pós-operatório, continuar o gerenciamento da temperatura e a manutenção do aquecimento por ar forçado. Alguns cuidados se fazem necessários para maior segurança do paciente. Por exemplo, evitarmos o Housing, termo que identifica uma prática de aquecimento por ar que se caracteriza pela utilização de um sistema de aquecimento por ar forçado sem a utilização da manta adequada à posição cirúrgica do paciente. Nesta prática a temperatura se eleva e fica concentrada no bocal da mangueira, em contato com a pele do paciente, com risco de provocar queimaduras. A manta deve ficar em contato com a pele do paciente, não sendo recomendado o uso de insumos que interponham este contato. O Commingling é o termo a que se refere ao uso de mantas e unidades geradoras de calor incompatíveis. A incompatibilidade da manta com a unidade de aquecimento não garante um fornecimento de calor seguro e homogêneo. E o reuso de mantas de aquecimento aumenta o risco de infeccão do sítio cirúrgico devido à transmissão cruzada de microrganismos. 10.1034/j.1399-6576.1999.430209.x As instruções de uso de cada unidade de aquecimento devem estar bem difundidas na equipe, visando a segurança do paciente. Eventos adversos podem ser evitados, mas para isso devemos atuar ativamente para prestar uma assistência cirúrgica segura e livre de danos para os pacientes. “Esse podcast tem o apoio científico da 3M Health Care. A 3M acredita no poder da ciência para criar soluções que impactam a vidas dos pacientes, profissionais e instituições de saúde, reduzindo complicações relacionadas à assistência à saúde, como a hipotermia perioperatória.”
#115 Hipotermia não intencional no pós-operatório
09-09-2021
#115 Hipotermia não intencional no pós-operatório
Bom dia, boa tarde, boa noite! Esse é mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar seguimos com a série de podcasts sobre a importância da prevenção da hipotermia perioperatória não intencional (HPNI). A prevenção da HPNI também proporciona a otimização dos tempos de recuperação do pós-operatório e da internação, com redução de biomarcadores de inflamação e resposta metabólica já na primeira hora pós-operatória, permanecendo com aumento de até 24 horas para alguns marcadores. Esse cenário reafirma a importância de um cuidado peri-operatório focado na redução do processo inflamatório decorrente do trauma cirúrgico. DOI: 10.5152/TJAR.2019.94715 Em um momento em que a valorização da experiência do paciente está cada vez mais em evidência, o conforto conceituado de holístico é o desejo de toda equipe multiprofissional. Entre as principais queixas dos pacientes no pós-operatório, encontramos dor, náuseas, vômitos e tremores por hipotermia. E nossa equipe tem consciência da importância dos cuidados. Perguntando a uma equipe de enfermeiras ligadas aos cuidados de pacientes cirúrgicos, 33% identificaram como manutenção da temperatura como uma das metas do conforto do paciente na sala de recuperação, além de controle da dor e posicionamento do paciente. Aos que participaram da pesquisa também foi questionado com que frequência o frio é uma questão de conforto para seus pacientes. A maioria (71%) respondeu que o frio costuma ser um problema para alcançar o conforto. DOI 10.1016/j.jopan.2004.03.006 O aquecimento pode-se dar por convecção ou condução. Sistemas convectivos, como as mantas térmicas e sistemas condutivos, como cobertores elétricos, colchões de água e pads, aquecem o paciente de diferentes modos. Em relação à porcentagem de área do corpo do paciente aquecida, o aquecimento convectivo cobre cerca de 64%, e o condutivo chega a 20%. As mantas térmicas promovem temperatura controlada através do fluxo de ar, direcionado à superfície corpórea, que circula entre os contornos do corpo, sem pontos de pressão. O aquecimento condutivo usa contato do calor em pontos de pressão, devendo ser controlado para se evitar lesões térmicas. As mantas descartáveis são de uso único, prevenindo contaminação cruzada e redução do risco de infecção de sítio cirúrgico. O uso de colchões necessita de rotina bem estabelecida para limpeza e desinfecção. Comparando-se as alterações na temperatura corpórea média, o uso do ar forçado pode elevar a temperatura em 4°C em 2 h, enquanto o colchão de água pode demorar até 6 h para aumento dessa temperatura, sendo mais lento que 3 cobertores de algodão. Importante lembrar que a infusão de líquidos frios diminui a temperatura do paciente cirúrgico. Cada litro infundido à temperatura ambiente (ou de sangue a 4°C) pode diminuir a temperatura corporal em 0,25°C. A INS ins1.org ONG ligada à infusoterapia evidencia que métodos de aquecimento, incluindo, mas não limitados a fornos de microondas, banhos de água quente e dispositivos que não sejam expressamente desenhados para o aquecimento de líquidos e sangue, podem apresentar muitas dificuldades para a monitorização da temperatura desejada, além de riscos de infecção não poderem ser controlados. Vale a pena ressaltar que pode ocorrer queda da temperatura no trajeto do frasco até a corrente sanguínea sob influência do comprimento do equipo e das condições ambientais de temperatura da sala que devem ser considerados e monitorados. “Esse podcast tem o apoio científico da 3M Health Care. A 3M acredita no poder da ciência para criar soluções que impactam a vidas dos pacientes, profissionais e instituições de saúde, reduzindo complicações relacionadas à assistência à saúde, como a hipotermia perioperatória.”
#114 Hipotermia não intencional no intra-operatório
09-09-2021
#114 Hipotermia não intencional no intra-operatório
Bom dia, boa tarde, boa noite! Esse é mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar lançamos uma série de podcasts para discutirmos e destacarmos a importância da prevenção da hipotermia perioperatória não intencional. Ninguém quer congelar seu paciente no intra-operatório, mas de forma frequente, nós os levamos a riscos de hipotermia não intencional. A hipotermia perioperatória inadvertida ou não intencional é considerada uma complicação frequente da cirurgia e pode ser evitada, desde que tomemos medidas preventivas. E trata-se de um evento que pode atingir até 90% dos pacientes cirúrgicos e é definida como a temperatura corporal central menor que 36.0°C. As repercussões são amplas e podem incluir alterações na farmacocinética de drogas hipnóticas, redução do fluxo sanguíneo hepático e aumento da duração de relaxantes musculares, publicado por trabalhos desde 1995 pelo grupo de Leslie e Sessler. DOI: 10.5482/HAMO-12-05-0011 A hipotermia perioperatória causa vasoconstrição periférica, diminuindo o oxigênio tecidual e tornando a ferida operatória mais suscetível à infecção, principalmente em cirurgias colorretais, mesmo que os níveis de contaminação sejam baixos. Melling publicou no Lancet um estudo controlado randomizado que conseguiu associar o aquecimento pré-operatório aos efeitos do uso de antibioticoprofilaxia em cirurgias limpas, sugerindo a redução de alergias e resistência ao uso dos antibióticos. Isso está cada vez mais atual frente aos protocolos de otimização e recuperação do paciente cirúrgico defendido e validado por várias sociedades de especialidade pelo mundo. DOI: 10.1016/S0140-6736(01)06071-8 Estudos internacionais mostram que a manutenção da temperatura corporal oferece vantagens significativas para a saúde do paciente, como redução de sangramento e diminuição da necessidade de produtos sanguíneos. O paciente sangra no intra-operatório e você não identifica causa aparente? Verifique e corrija acidose, hipotermia e o cálcio de seu paciente. Por isso escolha bem seu líquido de manutenção intraoperatória, sempre use métodos para manter a temperatura do paciente e inclua o cálcio como importante eletrólito para monitorização laboratorial durante sua anestesia. Junto com boa hemostasia cirúrgica, esse fatores corrigidos podem ser o fator diferencial para cessar a hemorragia intraoperatória. Você pode ouvir mais sobre esse tópico no podcast Sangramento no intraoperatório! Em artigo do Departamento de Anastesia e Cuidados Intensivos do Hospital de Amstetten, Austria, Schmied e Reiter evidenciaram que a hipotermia central em pacientes submetidos a artroplastia de quadril pode aumentar em até 500 ml o volume de perdas sanguíneas. Em pacientes idosos e muitas vezes com anemia pré-operatória, a perda desse volume pode ser decisivo para eventos adversos no perioperatório. DOI: 10.1016/S0140-6736(96)90466-3 Do ponto de vista da proteção cardiovascular, a manutenção da normotermia perioperatória reduz a morbidade dos eventos cardíacos. Em ensaio clínico randomizado publicado no JAMA, 300 pacientes submetidos a procedimentos abdominais, vasculares e torácicos com história ou risco aumentado para doença coronária apresentaram diminuição de eventos cardiovasculares. Em analise multivariável, a hipotermia foi um preditor independente de eventos cardíacos, indicando 55% de redução do risco na manutenção da normotermia. Além disso, taquicardia ventricular ocorreu em menor incidência no grupo de normotermia. Lembre-se que sempre vale a pena manter seu coração aquecido! DOI: 10.1001/jama.1997.03540380041029 “Esse podcast tem o apoio científico da 3M Health Care. A 3M acredita no poder da ciência para criar soluções que impactam a vidas dos pacientes, profissionais e instituições de saúde, reduzindo complicações relacionadas à assistência à saúde, como a hipotermia perioperatória.”
#113 Trombose e covid na UTI
30-06-2021
#113 Trombose e covid na UTI
Bom dia, boa tarde, boa noite! Bem vindo a mais um podcast do Medicina do Conhecimento! Nosso podcast #113. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar, vamos falar eventos trombóticos e UTI. Estamos vivendo um momento ímpar na pandemia de COVID 19. Vimos que nossas unidades estão desmobilizando leitos, pois parece que estamos reduzindo as internações de pacientes mais graves. Um desafio ainda permanece. Pacientes com COVID-19 sofrem uma alta incidência de eventos tromboembólicos, associados a uma forma distinta de coagulopatia observada em pacientes com COVID 19 e que podem ser diagnosticados por ultrassom à beira do leito. Felizmente, no entanto, um estudo recente também descobriu que essa incidência não estaria associada a um risco aumentado de morte. Apesar de ser um estudo observacional realizado no Montefiore Medical Center de New York, os autores investigaram a incidência cumulativa de eventos tromboembólicos na população de pacientes internados durante e por causa da pandemia, usando ultrassom point-of-care para rastrear e diagnosticar trombose venosa profunda de membros inferiores. Foram incluídos 107 pacientes adultos (idade média de 60 anos; sendo 58% do sexo masculino), todos com diagnóstico confirmado de COVID-19 e internados nas UTIs da instituição entre abril e maio de 2020. A maioria dos pacientes eram hispânicos (55%) e 30% negros. A comorbidade mais comum foi hipertensão, seguida por diabetes e doença renal crônica. Todos os pacientes sobreviventes foram examinados no acompanhamento aos sete e 14 dias após a alta. Todos os participantes foram submetidos a um exame de ultrassonografia à beira do leito no dia 1 de sua internação na UTI. O acompanhamento foi realizado em 62% após sete dias, e 41% tiveram um exame de acompanhamento em 14 dias de pós-alta. Noventa por cento dos pacientes recebem profilaxia de TVP seguindo protocolos institucionais no momento da admissão na forma de heparina subcutânea, enoxaparina ou inibidores diretos da trombina. O estudo descobriu que os pacientes que experimentaram um evento tromboembólico tinham níveis de dímero D significativamente mais elevados do que outros pacientes que não sofreram tal evento. Nenhuma outra diferença significativa foi observada entre os grupos em outros valores laboratoriais, incluindo níveis de pico de ferritina, proteína C reativa, procalcitonina ou fibrinogênio. 12 pacientes (30%) falharam na anticoagulação terapêutica, conforme demonstrado pela ocorrência de eventos tromboembólicos apesar de estarem em anticoagulação em dose completa. A incidência cumulativa de qualquer evento tromboembólico foi estimada em 36% em 30 dias e 46,1% em 60 dias após a admissão hospitalar. Os pesquisadores também descobriram que por 60 dias, 21% dos pacientes haviam sofrido uma TVP da extremidade inferior, enquanto 10% tinham uma TVP da extremidade superior. No entanto, a ocorrência de um evento tromboembólico não foi associada a um maior risco de morte (razão de risco, 1,08; P = 0,81). Em conclusão ao estudo, os pacientes com COVID-19 na UTI têm uma alta incidência cumulativa de eventos tromboembólicos, e uma porcentagem muito alta desses pacientes falhou na prevenção de fenomenos tromboembolicos mesmo com terapia de anticoagulação, mas isso não esteve associado a uma mortalidade maior”. A ultrassonografia point of care foi uma excelente ferramenta para ajudar na triagem e diagnóstico de TVP durante a pandemia. Apesar do estudo não demonstrar correlação entre trombose e mortalidade, os pacientes acometidos com COVID 19 possuem multiplos fatores de risco que podem levá-los ao óbito. Vale também ressaltar que a anticoagulação pode não ser uma estratégia totalmente eficaz e que o rastreio de complicações trombóticas deve fazer parte da estratégia durante a internação. O que você pensa sobre o assunto? Comente nas nossas redes sociais. Afinal, compartilhar é multiplicar.